EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA: dos desafios da escola a uma intervenção
pedagógica com as PCA’s para os estudantes público alvo da Educação Especial.
Nome: JOÃO SILVIO SABINO FERREIRA
Data de publicação: 28/03/2025
Banca:
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Papel |
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ANTONIO CARLOS MORAES | Presidente |
ERINEUSA MARIA DA SILVA | Examinador Interno |
LUIZ ALEXANDRE OXLEY DA ROCHA | Examinador Interno |
MARIA DAS GRACAS CARVALHO SILVA DE SA | Examinador Externo |
Resumo: A educação passou por transformação ao longo do tempo, sofrendo influências
políticas, sociais, culturais, regionais entre outras. Neste processo formativo, as
disciplinas presentes nos currículos acadêmicos também sofreram modificações.
Neste sentido, tanto os sistemas e redes educacionais quanto as instituições
precisam se organizar para oferecer uma educação que priorize a igualdade,
reconhecendo as diversidades presentes no cotidiano escolar. Neste cenário de
mudança, emergiu a demanda por um atendimento inclusivo para os(as) estudantes
com deficiência, que tiveram seus direitos garantidos por várias leis vigentes em
nosso país. Entendemos que a Educação Física Escolar (EFE) desempenha um
papel fundamental no desenvolvimento dos(as) estudantes, possibilitando acesso a
um valioso conhecimento, presente na Cultura Corporal de Movimento, em especial
para este trabalho, as Práticas Corporais de Aventura (PCA’s). Entendemos que a
EFE conjuntamente com as PCA’s possuem grande importância no atendimento
dos(as) alunos(as) público-alvo da educação especial, incluindo aqueles(as) com
múltiplas deficiências, público dessa pesquisa. O objetivo foi elaborar e desenvolver
uma proposta de intervenção pedagógica inclusiva com as PCA’s, para estudantes
com Múltiplas Deficiências nas aulas de Educação Física Escolar em uma turma de
7° ano do ensino fundamental. A pesquisa foi desenvolvida na Escola Estadual São
Vicente do Grama – E.E.S.V, localizada no distrito de São Vicente do Grama,
pertencente ao município de Jequeri – MG. Os(as) participantes da pesquisa são 15
alunos(as) do 7° ano (faixa etária entre 11 e 15 anos) e 30 profissionais dentre
eles(as): gestores(as), professores(as), professores(as) de APOIO e
supervisores(as) pedagógicos(as) (faixa etária entre 25 e 60 anos) do turno
vespertino, no ano de 2024, totalizando 45 participantes. Esta pesquisa
caracteriza-se como uma pesquisa-ensino, de caráter qualitativo. Na etapa inicial,
foram coletados dados a respeito da estrutura escolar, sobre os(as) alunos(as)
público alvo da Educação Especial, sensibilização dos(as) profissionais da escola a
respeito do tema da pesquisa, por meio de questionários, entrevistas
semiestruturadas e rodas de conversa. A etapa seguinte foi responsável pelo
planejamento das ações da Intervenção Pedagógica Inclusiva com as PCA’s na
turma do 7° ano, na qual o aluno está inserido, seguida pela aplicação nas aulas de
Educação Física. A metodologia definida foi implementada ao longo de um bimestre
escolar, com 20 aulas distribuídas em 12 semanas. Seguida da avaliação, que se
dividiu em duas fases distintas, a diagnóstica e a formativa. Finalmente, procedeu-se
à análise, descrição e conclusão das informações obtidas através de questionários,
rodas de conversa e anotações no diário de bordo, juntamente com vídeos e
imagens das aulas. As informações foram examinadas com base nas repetições
emergentes das intervenções pedagógicas, adotando uma perspectiva interpretativa.
Os resultados apontaram para um impacto significativo da abordagem didática
inclusiva com as PCA's, promovendo uma participação mais engajada do aluno com
múltiplas deficiências e favorecendo o aprimoramento do seu aprendizado e do
grupo. Ademais, permitiu a formação de um conjunto de atitudes e valores inclusivo
tanto no ambiente escolar quanto em toda a comunidade.