COMPORTAMENTO DA PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE ESFORÇO
APÓS APLICAÇÃO DE DIFERENTES MÉTODOS DE
PROGRESSÃO DE TREINAMENTO AERÓBICO EM HOMENS
SAUDÁVEIS

Nome: Roquefelix Silva Luz
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 26/04/2013
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Anselmo Jose Perez Orientador
Luciana Carletti Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Anselmo Jose Perez Orientador
Luciana Carletti Coorientador
Paulo Castelar Perim Examinador Externo
Wellington Lunz Examinador Interno

Resumo: Entender os mecanismos da percepção subjetiva de esforço (PSE) sempre foi
um desafio por se tratar de um objeto de estudo subjetivo. Desde a sua
concepção até os dias atuais muitos estudos buscam entender as correlações
da PSE com diversos mecanismos fisiológicos. Pouco se sabe sobre as
possíveis alterações que a PSE possa ter após período de treinamento
aeróbico. Essa carência de estudos sobre a correlação da PSE com a
frequência cardíaca (FC) no que diz respeito ao comportamento após período
de treinamento motivou a realização deste estudo. O objetivo principal foi
comparar o comportamento da PSE e da FC antes e após o treinamento em
cada grupo e entre os grupos, além da correlação entre a PSE e FC. O
presente estudo analisou o comportamento da PSE e FC durante teste
cardiopulmonar de exercício em indivíduos submetidos a três diferentes
programas de treinamento aeróbico por um período de 13 semanas
ininterruptas. Os grupos foram submetidos a uma periodização ondulatória,
crescente ou escalonada. As diferenças nas distribuições de intensidade
estavam relacionadas à presença ou não de período com intensidade reduzida
e ao formato de incremento da intensidade dos estímulos. Na análise
estatística foi empregado o teste de Wilcoxon para avaliar a PSE antes e
depois dentro do grupo e o teste de Mann-Whitney para a comparação da PSE
entre os grupos. Para a análise do comportamento da FC empregou-se o teste
t de Student pareado para cada grupo e o teste t de Student para amostras
independentes na comparação entre os grupos. A correlação entre a PSE e FC
foi obtida através da correlação de Pearson. O nível de significância adotado foi
o de p<0,05. Constatou-se que somente o grupo escalonado apresentou
diferenças no comportamento da PSE quando comparamos os testes inicial e
final. O comportamento da FC foi alterado em todos os grupos apresentando
redução dos valores em todos os estágios, com exceção de um aumento de
valores, somente no último estágio do grupo ondulatório. Quando comparados
os valores de PSE e FC entre os grupos as diferenças ocorreram pontualmente
em alguns estágios sem a possibilidade de afirmar que existe relação direta
entre os tipos de periodização e as variáveis estudadas. A correlação entre a
PSE e FC ocorreu de forma positiva com valores de correlação ~0,72.
Os dados sugerem que o comportamento da PSE pode sofrer alguma alteração
após período de treinamento aeróbico, especificamente quando utilizado o
método escalonado para a progressão de intensidades.

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