INEZIL PENNA MARINHO: HISTÓRIA E EDUCAÇÃO FÍSICA

Nome: Antonio Sergio Francisco Oliveira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 28/09/2012
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Amarílio Ferreira Neto Orientador
Wagner dos Santos Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Amarílio Ferreira Neto Orientador
Andrea Brandão Locatelli Examinador Externo
Omar Schneider Examinador Interno
Wagner dos Santos Coorientador

Resumo: Este trabalho teve por objetivo analisar parte da obra de Inezil Penna Marinho com a intenção de dar visibilidade à sua compreensão sobre a História da Educação Física no Brasil. Para dar a ver as representações que Inezil Penna Marinho realizou em sua operação historiográfica (CERTEAU, 1999), utiliza, como fontes primárias, seus estudos sistematizados em forma de livros e artigos publicados entre os anos de 1940 e 1958. Esta pesquisa se desenvolve no âmbito da História Cultural, tendo como referência as teorizações de Chartier (1988) sobre o modo como, em diferentes lugares e momentos, uma determinada realidade social é construída, pensada e dada a ler. Também utiliza o entendimento de apropriação na perspectiva de Certeau (1994), para compreender as práticas de usos e a transformação de matérias sociais. O resultado desta pesquisa evidencia que o processo de produção intelectual de Inezil Penna Marinho se deu com maior intensidade nos anos de 1940, passando, em seguida, a ser escassa e repetitiva. Sinaliza que seu processo de formação e produção acadêmica ocorreu de forma intencionalizada, na tentativa de preservar uma memória da Educação Física. Dentro dessa memória, esse ator se apresenta como monumento da Educação Física, pois seus trabalhos foram constituídos de maneira a se tornar testemunhos da área, perpetuando sua produção e sua inserção como autoridade na Educação Física brasileira. Quanto à perspectiva de História, observa que, na obra Contribuição para a história da educação física no Brasil e em publicações relacionadas com ela, a perspectiva é pautada na Escola Metódica. A partir do ano de 1958, observa-se uma definição que associa História e Arte se aproximando de um outro modo de se fazer historiografia.

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