HOLANDA LOYOLA, EDUCAÇÃO E EDUCAÇÃO FÍSICA: REFLEXÕES PEDAGÓGICAS E PRESCRIÇÕES EDUCACIONAIS (1934-1944)

Nome: Luana Luzia Lóss de Freitas
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 27/06/2011
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Omar Schneider Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Amarílio Ferreira Neto Examinador Interno
André da Silva Mello Examinador Interno
Omar Schneider Orientador
Regina Helena Silva Simões Examinador Externo

Resumo: Este trabalho investiga as representações e prescrições construídas por Hollanda Loyola sobre uma Pedagogia para a Educação Física e Educação Física Infantil. Para tanto, utiliza como fonte três modalidades de impressos (jornal, revista e livros), locais em que esse ator fez veicular suas produções. Os impressos utilizados foram o jornal integralista A Offensiva, que circulou entre os anos de 1934 e 1938; a revista Educação Physica, periódico civil lançado em 1938 e extinto em 1945; e seus 12 livros publicados pela Cia. Brasil Editora. A análise foi feita com base nas proposições da História Cultural, fazendo opção pela investigação na micro-história, não apenas para descrever, mas também para interpretar os acontecimentos e assim compreender a realidade social (macro), pela análise das práticas (individuais ou coletivas) de apropriação e representação. A fim de traçar a relação entre as lutas de representação, focaliza os conceitos de estratégia e de tática de Michel De Certeau. Busca compreender Hollanda Loyola como ator/autor/editor que se posiciona estratégica/taticamente em função do jogo que está sendo jogado no campo da política e da cultura, nas décadas de 1930 e 1940, para definir o caminho que o Brasil seguiria após a Revolução de 1930. Investigando as suas prescrições sobre a Pedagogia e a Educação Física, constata que essas são práticas de apropriação e transformação dos saberes que, nos idos das décadas de 1930 e 1940, representavam o que existia de mais moderno em matéria de reflexão pedagógica. De posse dos saberes da Fisiologia, da Biologia e da Psicologia, ele se dedica a (re)pensar detalhadamente um método de Educação Física para todas as idades (do nascimento ao fim da vida), apropriado à realidade brasileira. Refletindo sobre um “Plano de Educação Física” para todas as idades, Loyola organiza também uma proposta de Educação Física que contempla as especificidades da Educação Infantil. Para ele, a infância era uma etapa destacada na vida do homem, com características próprias, que precisavam ser respeitadas, principalmente porque, nessa fase, seria mais fácil moldar/corrigir o caráter e prevenir que as crianças fossem corrompidas, o que dificultaria a produção do “homem novo”, patriótico e industrioso, necessário à sociedade moderna que se buscava construir nas décadas de 1930 e 1940.

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