Treinamento de força, desequilíbrio muscular e lesões musculoesqueléticas em corredores e triatletas recreacionais
Nome: CASSIO SILVA DAMBROZ
Data de publicação: 06/02/2026
Orientador:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| RICHARD DIEGO LEITE | Orientador |
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| DANILO SALES BOCALINI | Examinador Interno |
| OSVALDO COSTA MOREIRA | Examinador Externo |
| RICHARD DIEGO LEITE | Presidente |
Resumo: A prática sistemática de modalidades de endurance, como a corrida de rua e o Triathlon, envolve elevada exposição a cargas mecânicas, o que pode resultar em alta incidência de lesões musculoesqueléticas. O treinamento de força (TF) e o equilíbrio muscular são apontados como pilares fundamentais para a prevenção de agravos e otimização do desempenho, embora persista uma lacuna sobre a aplicação dessas estratégias no contexto recreacional. Esta dissertação, estruturada no formato de coletânea de artigos, objetivou sintetizar as evidências teóricas sobre o desequilíbrio muscular e analisar a associação entre os hábitos de TF e a ocorrência de lesões em atletas recreacionais. O primeiro manuscrito consiste em uma revisão narrativa que discute as causas, métodos de avaliação e implicações do desequilíbrio muscular, destacando a Inibição Muscular Artrogênica (AMI) e as assimetrias funcionais como fatores críticos para a sobrecarga cumulativa. O segundo manuscrito apresenta um estudo transversal com 253 voluntários (39 ± 9,5 anos), corredores e triatletas residentes no Brasil. Os dados foram coletados via questionário estruturado e analisados por regressão logística binária. A prevalência de lesões nos últimos seis meses foi de 64,8%, afetando predominantemente o joelho e a panturrilha. A análise multivariada identificou que a idade avançada e o tempo de prática superior a três anos aumentam a probabilidade de lesão. Em contrapartida, a realização regular de TF manifestou-se como um fator de proteção independente e significativo (OR = 0,293; IC95% 0,110–0,784), reduzindo em aproximadamente 71% a chance de lesão, mesmo quando praticado com baixo volume e intervalos curtos. Conclui-se que a integração entre a compreensão dos mecanismos de desequilíbrio muscular e a aderência ao treinamento de força é essencial para a longevidade esportiva, sugerindo que o fortalecimento estruturado atua como um efeito protetor frente à carga cumulativa do endurance.
Palavras-chave: Treinamento de força. Corrida. Lesões esportivas. Desequilíbrio muscular. Prevenção.
