Correlação entre parâmetros físicos, psicofisiológicos e performance da proficiência no uso da arma de fogo em policiais de militares do Espírito Santo

Nome: ANTONIONY FANTECELLE JUNGER

Data de publicação: 28/08/2025
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
DANILO SALES BOCALINI Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
DANILO SALES BOCALINI Presidente
DIEGO RIBEIRO DE SOUZA Examinador Externo
GILBERTO PIVETTA PIRES Examinador Externo
RICHARD DIEGO LEITE Examinador Interno

Resumo: Para a resolução de conflitos sociais são exigidas de policias militares qualidades como o condicionamento físico, o controle emocional e a proficiência técnica, tanto no disparo de arma de fogo como na defesa pessoal. Assim, a somatória dessas qualidades, definem o resultado de cada ocorrência, contudo, há escassez de informações sobre a relação entre os indicadores de aptidão física e a performance na proficiência no uso da arma de fogo. Dessa forma, objetivo deste estudo foi verificar a correlação entre indicadores de aptidão física e performance da proficiência do uso da arma de fogo em militares do Espirito Santo. Para tanto, 26 policiais militares adultos, de ambos os sexos alunos do CFO participaram voluntariamente deste estudo. A avaliação da aptidão física seguiu os protocolos de avaliação de desempenho Físico da Policia Militar do Espirito Santo sendo utilizado os testes apoio de frente, agilidade, corrida 2400 metros, flexão na barra, abdominal. Adicionalmente foi avaliado a força de preensão manual através de handgrip do membro dominante e não dominante. A avaliação da acurácia dos disparos de arma de fogo foi realizada no estande da própria escola da PMES com os militares devidamente fardados utilizando os EPIs conforme regulamento da corporação através do método do tiro defensivo na preservação da vida utilizando armamento padrão. Foram registrados o tempo para a execução da tarefa, a pontuação final foi calculada pelo máximo de pontos e a performance foi considerada pela pontuação total divido pelo tempo da execução da tarefa. Para análise estatística foi utilizado o teste t de student e correlação linear de Person com significância de p<0,05. Não foi encontrado diferenças na força de preensão manual entre os membros dominante e não dominante (Dominante: 36,07 ± 7,71 kgf, Não dominante: 35,17 ± 7,57 kgf; DM: -0,903; 95%IC: -2,769 – 0,9614; ES: 0,1731; p= 0,3278). A força da preensão manual com o membro dominante na posição de disparo foi de 42,20 ± 9,96 kgf. Em relação a performance dos militares nos testes de aptidão física, o número de repetições na flexão de braço foi de 48,12 ± 4,06 repetições, 14,19 ± 3,46 repetições na flexão na barra, 55,65 ± 4,17 repetições abdominais, 9,20 ± 0,36 segundos no teste de agilidade e 9,35 ± 0,78 minutos na corrida 2400 metros. O tempo de disparo foi de 61,81 ± 8,03 segundos, a pontuação média foi de 9,42 ± 0,90 pontos com performance no tiro de 0,15 ± 0,02 pontos/minuto. Correlações positivas foram encontradas somente entre massa corporal (p=0,04), força de preensão manual do braço dominante com (p=0,01) e sem (p=0,03) a posição de disparo com a pontuação e massa corporal (p=0,04), IMC (p=0,02) e massa gorda (p=0,03) com o desempenho do disparo. Em conclusão nossos dados sugerem que embora os indicadores de aptidão física performáticos não se correlacionem com performance da proficiência, o aprimoramento da força de preensão manual pode ser uma alternativa para melhorar o desempenho no disparo.

Palavras-chave: polícia militar; arma de fogo; performance; precisão

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