Empreendedores sociais e Quase-grupos: Um estudo de caso no Departamento de Educação dos Jogos Rio 2016
Nome: DONALDSON RODRIGUES THOMPSON
Data de publicação: 20/12/2024
Banca:
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Papel |
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ADRIANO LOPES DE SOUZA | Examinador Externo |
DOIARA SILVA DOS SANTOS | Examinador Externo |
FLAVIO VALDIR KIRST | Examinador Externo |
LIANA ABRAO ROMERA | Examinador Interno |
OTAVIO GUIMARAES TAVARES DA SILVA | Presidente |
Resumo: O Brasil recebeu, na cidade do Rio de Janeiro, a primeira edição da América do Sul dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão (Jogos Rio 2016). Ora, umas das obrigações do país anfitrião, é o desenvolvimento de um programa de Educação Olímpica (EO). São programas educacionais que contemplam um universo de premissas e objetivos do Movimento Olímpico (MO) nas cidades-sede. Tratamos, como contexto de uma iniciativa de EO institucionalizada desenvolvida pelo Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, denominado “Transforma”. O programa foi desenvolvido e implementado pelo departamento de educação do Comitê Organizador dos Jogos entre os anos de 2013 e 2016. Buscando suprir a lacuna em continuum da pesquisa realizada por Kirst (2019), nosso objetivo investigativo caracteriza-se na dinâmica interna desta equipe constituinte, onde conceberam, geriram e implementaram o programa. Assim, empreendemos à identificação e discussão dos processos interpessoais no Transforma, ou seja, a forma e o modo como se dão as interações – sua estrutura, influência e construção - desses indivíduos nos seus objetivos, metas e soluções de problemas. Segundo Boissevain (1987), são os empreendedores sociais, em um contexto dinâmico, que se organizam e criam coalizões para que seus objetivos e metas coletivas e individuais sejam alcançados. O universo pesquisado se justifica por ser o maior - tanto em dimensões territoriais, como também em público participante - projeto de EO no Brasil. Isto posto, consiste em uma pesquisa de caráter qualitativo, de tipo ex-post facto, com delineamento de estudo de caso. A amostra abarca sujeitos integrantes da equipe de educação Jogos Rio 2016. O recorte temporal é de 2013 a 2016, pois foi a duração do programa. Os dados foram coletados por meio de entrevistas do tipo ‘elite’. Em suma, os dados sugerem pistas de uma relação significativa dos sujeitos da equipe nas metas e objetivos do programa. Concluímos que a equipe se enquadra como quase-grupo e o Vanderson Berbat se configura como ego deste quase-grupo. Com efeito, os dados apontam a equipe constituinte como ponto focal e elemento singular na criação e implantação da proposta de EO dos Jogos Rio 2016. Além das suas multisingularidades enquanto sujeitos, outras variáveis intervenientes influem no programa: as políticas nacionais, os recursos humanos, o financiamento, o cenário político (macro e microeconômico) e as próprias diretrizes do COI.
Palavras-chave: Programa Transforma; Educação Olímpica; Ego.