Educação Física, corpo e linguagem: a resposta culturalista a partir da vida em sua desmesura

Nome: Marcelo Adolfo Duque Gomes da Costa
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 02/10/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Felipe Quintão de Almeida Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Felipe Quintão de Almeida Orientador
Fernando Hiromi Yonezawa Examinador Externo
Jaison José Bassani Examinador Externo
Jorge Luiz Viesenteiner Examinador Externo
Valter Bracht Examinador Interno

Resumo: O debate proposto nesta tese é o de pensar quais os elementos que impactam na produção de nossa subjetividade, mais especificamente os condicionantes que nos tecem quando nos mobilizamos e colocamo-nos perante o mundo a partir das práticas corporais. Com isso, quero dizer, qual o preço que pagamos para nos tornamos indivíduos? E quais as consequências dessa taxa para a tessitura de nossa subjetividade? Qual o impacto de tal cenário para a forma como lidamos com as práticas corporais? Colocando em outros termos, poderíamos pensar em quais elementos distanciam-nos daquilo que podemos e não nos permitem construir um plano de imanência a partir das práticas corporais. Procurando compreender a imanência como superfície que permite uma ação que toma para si a potência de criação. Por aquilo que podemos, faço referência à efetuação da nossa existência via a tomada da potência de criação em nós, ou seja, é sermos os agentes produtores de nossa existência ao agirmos para a efetuação de nossa desestratificação. Os temas trabalhados serão: como pensar a relação entre a cultura e a produção de novos significados; a relação entre afeto e autonomia e como eles podem impactar a expressão de nossa liberdade; a possibilidade de tomar a ação para algo que está além das “minhas propriedades” e a relação entre as concepções de linguagem de parte do campo e sua influência em nossa potência de agir. E procuro argumentar, ao final do trabalho, sobre o árduo papel que a Educação Física tem para tecer as condições necessárias a fim de que possamos ser produtores de nós mesmos. Encontrar as linhas de fuga exige uma musculatura afetiva, uma sensibilidade que dê conta de encontrar e/ou produzir rachaduras neste maciço altamente estratificado que nossa vida tornou-se.

Palavras-chave: epistemologia; desejo; potência; corpo.

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