IDENTIFICAÇÃO DAS PRÁTICAS CORPORAIS ÉTNICAS E/OU INTERÉTNICAS PRESENTES
NA COMUNIDADE ESCOLAR DE UMA
ESCOLA DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE:
apontamentos para a intervenção da educação
física.
Nome: HIGINO FALCHETTO JUNIOR
Data de publicação: 08/10/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ANTONIO CARLOS MORAES | Presidente |
| LUIZ ALEXANDRE OXLEY DA ROCHA | Examinador Interno |
| MARIA CACÍLIA DE PAULA SILVA | Examinador Externo |
Resumo: A trajetória educacional de Venda Nova do Imigrante é marcada pela influência dos
imigrantes italianos e pelo protagonismo da comunidade na construção e manutenção
da escola local. A Escola Fioravante Caliman tornou-se um espaço de formação,
identidade e pertencimento, articulando ensino, cultura e trabalho coletivo. A vivência
do autor como aluno e professor revela mudanças nas relações sociais e étnico-raciais
ao longo do tempo. Observa-se um crescente afastamento entre escola e
comunidade, refletido na perda de vínculos e no enfraquecimento das práticas
corporais e da cultura. Questionamos o papel das práticas corporais na valorização
da diversidade e na construção de identidades e como essas práticas fortalecem o
sentimento de pertencimento e promovem uma educação mais inclusiva e
contextualizada. O objetivo da pesquisa foi conhecer a população escolar, para
entender suas relações socioculturais e seu cotidiano no sentido de despertar
relações de pertencimento, diante das identidades pautadas nos valores étnicoculturais, sugerindo caminhos para a escolarização destas práticas. A pesquisa
utilizou abordagem qualitativa, do tipo pesquisa-intervenção, envolvendo alunos do 6º
ano, seus pais e professores. Foram aplicados questionários diagnósticos e,
posteriormente, realizados grupos focais para aprofundar as percepções sobre
práticas corporais e relações étnico-raciais. Também foram utilizados dados
documentais e institucionais. A pesquisa revelou que as práticas corporais têm grande
potencial como mediadoras culturais e formadoras de identidade e pertencimento.
Contudo, barreiras como preconceito, desconhecimento e silenciamento ainda limitam
sua valorização no ambiente escolar. A escola se mostra como espaço contraditório,
mas também transformador, capaz de promover inclusão e reconhecimento da
diversidade. Os relatos de alunos, professores e pais propõem mudanças na
educação física de forma a incorporar práticas corporais étnicas e culturais ao
currículo de forma a aproximar a comunidade escolar.
