EDUCAÇÃO FÍSICA PELA CIDADE: uma proposta de educação para o lazer e para a cidadania.

Nome: LÉO SOUZA NADER

Data de publicação: 29/08/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANA CAROLINA CAPELLINI RIGONI Presidente
FELIPE QUINTAO DE ALMEIDA Examinador Externo
LIANA ABRAO ROMERA Examinador Externo

Resumo: O presente trabalho trata-se de uma pesquisa-ação que elaborou, desenvolveu e
analisou uma unidade didática executada junto a uma turma do quarto ano do
Ensino Fundamental, da rede municipal do Rio de Janeiro, que propôs uma
educação para o lazer, a partir das concepções críticas e reflexivas apresentadas
nas obras de Nelson Carvalho Marcellino (2003) e Simone Rechia (2015),
considerando a sua complexidade enquanto dimensão da vida, a sua qualidade
de tempo e de atitude, destacando, sobretudo, o seu caráter de direito social, na
perspectiva do direito à cidade. A realização de aulas externas foi a estratégia
metodológica de destaque, e possibilitou aos estudantes conhecer e vivenciar
parte da riqueza natural, cultural e social que se encontra na cidade, em uma
experiência de lazer. A cultura corporal observada nos espaços públicos de lazer
da cidade do Rio de Janeiro foi a inspiração para as práticas corporais abordadas
na unidade didática. O desenvolvimento pedagógico propôs uma abordagem
conceitual que se relacionou com a História, a Geografia e a Sociologia ao passo
que apresentou possibilidades corporais e seus espaços democráticos de
realização, possibilitando debates e reflexões sobre os temas relacionados ao
lazer como um direito social. As análises realizadas sobre os dados absorvidos
das aulas, as produções dos estudantes e as relações estabelecidas entre os
sujeitos, observadas no contexto da pesquisa, apontam para o grande potencial
educativo que o tema do lazer possui para o campo da Educação Física enquanto
veículo e conteúdo que incita uma abordagem diversa de práticas corporais e
permite a proposição de debates transparentes sobre temas sensíveis da
realidade, como as desigualdades sociais, as questões de gênero e as relações
étnico-raciais, permitindo afirmar que é fundamental que o tema tenha seu debate
ampliado nas escolas, e nas aulas de Educação Física. A proposta de sair com os
estudantes da escola mostrou-se ser uma intervenção de média complexidade de
organização, por envolver o cumprimento de prazos e de algumas exigências
burocráticas e logísticas, entretanto, o planejamento realizado em conjunto com a
turma prevendo a realização desse tipo de aulas despertou um efeito engajador
dos estudantes, revelando uma excelente relação custo-benefício pedagógico. A
pesquisa envolveu as famílias em momentos da educação de seus filhos,
proporcionando aos responsáveis vivências significativas, em um contexto mais
leve, por vezes distante das relações entre escola e família.

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