Análise Comparativa dos Indicadores de Saúde entre Militares Hipertensos e Não Hipertensos da Companhia de Choque do Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo
Nome: RENALT RODRIGUES GONÇALVES
Data de publicação: 17/06/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ANDRE SOARES LEOPOLDO | Examinador Externo |
| DANILO SALES BOCALINI | Presidente |
| FABIANO POLITTI | Examinador Externo |
| KIANY DE OLIVEIRA MIRANDA | Examinador Externo |
Resumo: A manutenção da aptidão física e da saúde cardiovascular é essencial para o desempenho operacional dos profissionais de segurança pública, cuja rotina envolve demandas físicas intensas e exposição a fatores estressores que favorecem o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão arterial. Objetivo: analisar e comparar os indicadores de saúde, composição corporal, pressão arterial, sono e atividade física entre militares hipertensos e não hipertensos da Companhia de Choque do Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar do Espírito Santo. Métodos: foram avaliados 47 militares, sendo 25 com diagnóstico de hipertensão arterial e 22 não hipertensos. As variáveis analisadas incluíram idade, tempo de serviço, peso, estatura, índice de massa corporal, circunferência da cintura, gordura corporal, relação cintura-estatura, pressão arterial sistólica, pressão arterial diastólica, frequência cardíaca, horas de sono e minutos semanais de atividade física. Empregaram-se estatística descritiva, teste t de Student para amostras independentes adotando-se nível de significância de p<0,05. Resultados: o grupo hipertenso apresentou médias significativamente superiores de índice de massa corporal (28,8±2,8 kg/m2), circunferência da cintura (92,7±7,8 cm), relação cintura-estatura (0,53±0,05), pressão arterial sistólica (149±6 mmHg) e pressão arterial diastólica (86±8 mmHg), além de menor tempo médio de sono (6,2±1,1 h), em comparação ao grupo não hipertenso que apresentou índice de massa corporal igual a (26,7±3,5 kg/m2); circunferência da cintura igual a 86,3±10,2 cm; pressão arterial sistólica 121±8 mmHg; pressão arterial diastólica 75±5 mmHg; sono 7,6±0,6 h). Foram observadas correlações positivas fortes entre IMC, CC e pressão arterial (r>0,6; p<0,001) e correlação negativa entre sono e pressão sistólica (r=-0,41; p=0,03). O consumo de álcool apresentou associação significativa com a hipertensão (p=0,047). Conclusão: mesmo em uma população com alto nível de atividade física, a adiposidade central, o sono insuficiente e o consumo de álcool são fatores relevantes associados à hipertensão. Tal constatação reforça a importância de estratégias institucionais contínuas de educação nutricional, controle pressórico e promoção da saúde ocupacional dos militares da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo.
Palavras-chaves: hipertensão, polícia militar, composição corporal, sono e saúde cardiovascular
