A RELAÇÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA NA FORMAÇÃO E NO TRABALHO DOCENTE: A PESQUISA COMO SOLUÇÃO?

Nome: Marluza Secchin Malacarne
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 30/05/2014
Orientador:

Nome Papelordem decrescente
Sandra Soares Della Fonte Orientador

Banca:

Nome Papelordem decrescente
Astrid Baecker Ávila Examinador Externo
Zenólia Christina Campos Figueiredo Examinador Interno
Sandra Soares Della Fonte Orientador

Resumo: Esta investigação tem como temática a relação entre teoria e prática na formação e no trabalho docente. A atividade da pesquisa na escola básica atravessa essa discussão, por ser vista por grande parte da literatura acadêmica (incorporada até mesmo nos discursos da legislação oficial) como uma estratégia formativa que possibilitaria a melhor articulação entre teoria e prática na formação e no trabalho docente. Elege como objeto de investigação a seguinte questão: como os professores de Educação Física que atuam na rede municipal de Serra (ES) concebem e realizam a atividade de pesquisa em seu trabalho? Qual relação entre teoria e prática embasa essa compreensão? Para enfrentar essa indagação, dados foram coletados por meio de questionário e entrevista e apreciados pela técnica de análise de conteúdo. A pesquisa recorre, ainda, ao referencial teórico marxista, com especial destaque para as explicações referentes à constituição ontológica do ser social, aos pressupostos do método do materialismo histórico e dialético e às formulações de vida cotidiana e não cotidiana da filósofa húngara Agnes Heller. Os dados indicam que os professores reconhecidos pelos seus pares como pesquisadores realizam pesquisas quando se envolvem com cursos de pós-graduação. Essas investigações abordam temas variados e não se restringem à prática pedagógica. Apesar de os sujeitos entrevistados afirmarem que existe uma forma específica de pesquisa na escola (vinculada a problemas imediatos, sem referencial teórico e sistematização), eles próprios oferecem indícios de que esse tipo de pesquisa não se sustenta, tendo em vista, em especial, as exigências do pesquisar (tempo e distanciamento) e a precarização de suas condições de trabalho. Em geral, os professores defendem uma relação articulada entre teoria e prática, porém essa compreensão coexiste com momentos de elogio ao potencial catártico da teoria e confusões que tendem a fundir ou a diluir a teoria à prática imediata. Evidencia-se, assim, que a vida escolar cotidiana se move por uma contradição fundamental: nela residem tanto os germens da realização de pesquisas educacionais como os riscos de negação de atitudes investigativas, isto é, do esvaziamento das pesquisas educacionais à dimensão dos problemas da prática pedagógica imediata.

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