EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO ORAL DE ÁCIDO URSÓLICO SOBRE O EIXO GH-IGF-1 E METABOLISMO PROTEICO EM MODELO DE HIPERTROFIA MUSCULAR ESQUELÉTICA

Resumo: O músculo esquelético tem sua forma e função altera em resposta a diversos estímulos que modificam a atividade contrátil (exercício, estimulação elétrica, desnervação), carga imposta sobre os músculos (exercícios com sobrecarga, microgravidade), suprimento de substratos (intervenções nutricionais) ou fatores externos como hipóxia e estresse térmico. Os avanços nas técnicas de biologia molecular têm permitido a melhor compreensão dos mecanismos celulares e moleculares da plasticidade muscular, ou seja, de como este tecido se adapta às diferentes demandas impostas a ele.
O ácido ursólico (ácido 3β-hydroxy-urs-12-en-28-óico) é um triterpenóide insolúvel em água, que mostrou-se benéfico em modelos animais de diabetes e hiperlipidemia, melhorando a resistência à insulina e reduzindo a adiposidade corporal. Mais recentemente, foi demonstrado que o composto foi capaz de promover hipertrofia da musculatura esquelética, bem como atenuar a atrofia observada nos modelos de desnervação e lesão da medula espinal. Entretanto, ainda não foi demonstrado se a administração de ácido ursólico seria capaz de potencializar a síntese protéica quando utilizado em conjunto com uma intervenção de sobrecarga à musculatura (como o treinamento de força), o que poderia se constituir em uma importante estratégia no combate à perda de função e massa muscular observadas em condições como a imobilização, câncer, AIDS, dentre outras.
Desta forma, o presente estudo visa avaliar o efeito da administração oral de ácido ursólico (0,27% da ração) por 7 e 30 dias em conjunto com o modelo de ablação sinergista, sobre a hipertrofia da musculatura esquelética e o possível envolvimento do eixo GH-IGF-1. Serão avaliados parâmetros funcionais da musculatura esquelética: força máxima absoluta e relativa (isotônica e isométrica), velocidade de contração e relaxamento muscular, taxa de desenvolvimento de força, tempo de sustentação da isometria e índice de fadiga em contrações rítmicas. A área de secção transversa dos diferentes tipos de fibras musculares serão avaliados através de técnica histológica com coloração por hematoxilina/eosina. A expressão protéica do GH (na glândula hipófise) e das proteínas de sinalização Akt e 4EBP-1 serão (no músculo esquelético) será avaliada pela técnica de western blotting. Por fim, a mensuração do IGF-1 plasmático será realizada pela técnica de ELISA.

Data de início: 2013-08-01
Prazo (meses): 24

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Coordenador Lucas Guimarães Ferreira
Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras, Vitória - ES | CEP 29075-910