A PRODUÇÃO ACADÊMICA SOBRE A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Nome: Antônio Fernandes da Cruz Junior
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 16/12/2010
Orientador:

Nomeordem crescente Papel
Sandra Soares Della Fonte Orientador

Banca:

Nomeordem crescente Papel
Valter Bracht Examinador Interno
Sandra Soares Della Fonte Orientador
Robson Loureiro Examinador Externo
Carlos Nazareno Ferreira Borges Examinador Interno

Resumo: Esta dissertação procurou responder ao seguinte questionamento: qual seria a concepção de formação continuada que predomina na produção acadêmica da Educação Física? Para tanto, investigamos a produção materializada em artigos de quatro significativos periódicos da área: Revista Movimento, Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Revista Motriz e Revista Pensar a Prática. Partimos da hipótese de que, ao analisar os trabalhos da área, encontraríamos uma diversidade de conceitos, os quais, em sua maioria, convergiriam para uma concepção restrita de formação continuada, pautada na priorização da noção de prática imediata, de reflexibilidade a partir do micro e das questões intra-escolares. Ao analisarmos as categorias teóricas (experiência, saberes docentes, prática pedagógica e pesquisa qualitativa) que orientam a discussão da formação continuada no presente estudo, percebemos que esses conceitos fundamentais instigam avanços e, ao mesmo tempo, colocam limitações e problemas. Apesar da não redução da formação continuada a um evento isolado, da crítica à racionalidade instrumental no trabalho docente, da tentativa de construir vias alternativas a discursos meramente macro, da valorização do protagonismo do professor e da prática reflexiva, em vários momentos, a produção acadêmica estudada reforça compreensões imediatas de prática, valoriza o saber útil à situação de ensino, substitui a experiência pela vivência, instrumentaliza a teoria e perde o horizonte histórico. Portanto, as reflexões sobre formação continuada de professores assumem, em vários momentos, aspectos semiformativos. Diante de muitos avanços e limites já declarados no que concerne às categorias de análise, não podemos deixar de reforçar a tese que por ora defendemos: de que a formação continuada não deve prescindir de uma formação humana ampla.

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